O percurso de Pedro Miguéis na música começou muito antes da sua celebrada aparição no programa “Chuva de Estrelas”, em 1994.

O lisboeta iniciou-se no mundo da composição quando ainda estudava, na Faculdade de Contabilidade e Administração. Contudo, a vontade de cantar apareceu ainda antes, quando procurava imitar as músicas constantes nos discos do seu irmão.

Os Akimúsica foram o primeiro colectivo com que esteve envolvido, e com o qual fez as primeiras apresentações ao público. Mas a conquista da popularidade em definitivo veio com a já referida apresentação no programa “Chuva de Estrelas” da SIC. A excepção da sua voz levou-o depois até ao Festival da Canção, ainda em 94, onde conseguiu um honroso segundo lugar. Um ano depois, Pedro Miguéis regressou, com o tema “Ainda É Tempo”, que lhe proporcionou nova consagração, ao ser considerado como o melhor intérprete pela imprensa.

Em 1996, Pedro representou Portugal no Festival da OTI, mostrando assim o seu talento a muitos milhões de espectadores um pouco por todo o mundo. Dois anos depois, apareceu o primeiro longa duração, “Verdade”. A produção do disco esteve a cargo de Ramon Galarza e contou ainda com as composições de nomes como Ana Faria, Pedro Malaquias ou Nuno Gomes dos Santos. O álbum celebrizou temas como “Horas Ao Luar” ou “Será Sempre Um Olhar”, que mereceram uma considerável divulgação. Os concertos e as apresentações em variadas iniciativas ocuparam o tempo de Miguéis no ano que se seguiu.

“Fascínio”, o longa duração lançado no ano 2000, protagonizou o regresso de Pedro às suas melhores prestações. O registo foi gravado no Brasil, e contou com a participação de vários músicos brasileiros. Faixas como “As Coisas Que Não Esqueço”, “Só Quero Amar-te” ou “Como Tu E Eu” trouxeram novo fôlego para o renovado sucesso da sua carreira.